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Eu sempre fui fã daquele velho provérbio que diz “não dê o peixe, ensine a pescar”, não costumo dar esmolas nem nada do tipo, até por saber que tem pessoas que em vez de comprar comida, comprarão drogas, álcool e afins. Mas tem vezes que eu não me aguento. Duas ou três vezes por ano acabo tendo o costume de ajudar alguém.

Devo estar mais sensível hoje, estou escrevendo esse post depois de ter feito uma das minhas boas ações do ano. Deve ser o final de 2016 chegando que me deixa meio down. Saindo do almoço, que por tradição é no shopping em feriados, encontrei uma senhora na esquina com uma cachorrinha. Sentada no chão com o bichinho no colo ela me pediu um trocado porque “a gente queria comer alguma coisa, moça”. Já vi ela por ali muitas vezes, acho que onde costuma ficar.

Eu tinha investido meus últimos centavos comprando um sorvete, então não tinha nenhuma moeda pra dar. Considerando que eu nunca – e quando eu digo nunca, é nunca mesmo – tenho dinheiro, porque ando só com o cartão, e quando acontecem coisas assim prefiro ajudar com comida ou uma peça de roupa, andei até o final da quadra seguinte pensando em voltar ao shopping e comprar algo para que ela pudesse comer.

Caminhei de volta, mas mudei de ideia. Voltei pro meu rumo e continuei, mas não entrei em casa. Segui reto até o único mercadinho aberto que tinha por perto. Comprei um pastel quentinho, uma latinha de refrigerante geladinha e dois sachês de comida para a cachorrinha. Caminhei de volta até a senhora e entreguei a sacolinha. Ganhei uma lambida tímida da Mel, a senhora me agradeceu e fui embora. Acho que elas gostaram. Espero que sim.

Fiquei feliz de ter ajudado, me sinto mais leve e tranquila. E se você é tipo eu e prefere não dar dinheiro, pode dar um prato de comida ou uma peça de roupa. Foram R$11 que não vão me fazer falta. Eu realmente acho que a saída não é ficar dando dinheiro para as pessoas pobres, mas ajudar com alimentos não vai fazer mal a ninguém 🙂

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