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Como deu pra ver, o post de hoje é a sequência da série de intercâmbio – ou viagem, já que dá pra aproveitar as dicas pra viagem de férias – para o México ❤

Onde Ficar?

Depende. Depende de onde você vai estudar, de quanto quer pagar, do que quer ficar perto. Quando você compra um pacote de intercâmbio em uma agência, eles irão se preocupar de te dar as opções, você só vai precisar escolher. Se você for como eu, vai sofrer um pouco.
Comecei a procurar apartamentos mobiliados na Cidade do México. Achei imóveis lindos, bem localizados, com tudo que eu precisava e por um preço bom, mas houve o mesmo problema com todos: Era golpe. Vários apês que eu gostei, mandei e-mail pedindo informações, e todas as respostas foram iguais: “Estou indo morar em Londres e preciso alugar meu apartamento”.

Concluí que eram anúncios falsos e descobri uma espécie de hotel, onde você alugava um apartamento térreo. Era perfeito, mas ficava longe da linha do metrô que eu precisava ficar perto. Pesquisei hostels, mas por melhor que fosse o quarto individual, o banheiro era sempre compartilhado. No quarto só havia um pequeno armário com chave, o que tornaria morar ali 3 meses, um caos.
Finalmente me decidi por ficar em um hotel. Foi a melhor decisão ever. Decidi ficar no centro histórico, onde os preços eram mais baixos, e além de tudo, ficava a poucos metros do Zócalo. Não me importei muito em ter que ficar quase uma hora dentro do metrô, quase todos os dias. Na verdade, pra mim isso era o menos importante.
Dentre as vantagens de morar em um hotel estão: Segurança, quarto arrumado diariamente, restaurante no andar de baixo… Entre outros fatores.

No caso de você resolver intercambiar a la loca como eu fiz, acho hotel uma opção a se considerar. Em termos de valores, o que eu gastei com hotel em 3 meses, é metade do valor que eu gastaria alugando um flat mobiliado (dos que não eram golpe e que atendiam às minhas necessidades).
Nos três meses que morei na Cidade do México, o Hotel Castropol foi minha casinha, onde eu já conhecia todo mundo, tinha tudo que precisava e, mesmo que longe da faculdade, era ao lado das paisagens dos sonhos: Catedral Metropolitana, Zócalo, Palácio Nacional ❤❤❤

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Pra quem vai fazer intercambio com agência, as opções mais comuns de moradia ficam entre casa de família – o que é muito bom, porque você tem contato com a vida diária das pessoas – e dormitório na escola. Qualquer opção que você escolha, é bom sempre pesquisar exaustivamente sobre ela, avaliar os prós e os contras e o custo x benefício.

Tá, agora vem o conselho mais importante. Senta que lá vem história.

Já disse por aqui que comecei toda essa função de México mais de um ano antes de botar o pé no avião. Na minha busca por hotéis, selecionei uma lista de BBBs que tivessem tudo o que eu precisava. Inicialmente encontrei o hotel perfeito, mas eles pediam que fosse feito o pagamento de um sinal para segurar minha reserva. O detalhe importante: Não consigo lembrar o motivo, mas o sinal só podia ser pago com depósito  (acho que não aceitavam cartão) e na hora de tentar efetuar-lo, descobri que as taxas de uma transferência/depósito internacional para pessoa jurídica eram descomunais. Na verdade, as taxas davam um valor mais alto que o sinal que eu pagaria pra segurar minha reserva. O que eu quero dizer com essa história? Se você for reservar hotel no México, prefira os que reservem sem pagamento antecipado, por causa das taxas. Encontrei, mais tarde, outro hotel que fez minha reserva tranquilamentecom o pagamento da primeira diária tendo sido feito assim que chegamos.

Mas porque não fiquei nesse primeiro hotel? Bom, o valor da diária de um quarto nesse hotel X, com um quarto bem pequeno só com uma micro janela, era praticamente o mesmo que o valor da diária do Castropol, no qual eu tinha um quarto gigantesco com uma cama onde cabiam umas 3 pessoas confortavelmente. Depois de uns dias no hotel X, mudamos para o Castropol (fui até lá conhecer as instalações e fiz a reserva posteriormente por e-mail) e final feliz, porque eu amei ficar lá 🙂

Nos hotéis: Na cidade do México a forma de pagamento varia muito, pelo que percebi. Alguns hotéis/hostels não reservam por um período superior a X dias. Também vi que a forma de administração deles é bem diferente dos hotéis brasileiros: No primeiro hotel que fiquei, o cartão tinha que ficar na recepção toda vez que eu deixasse o hotel, e o pagamento era feito diariamente. Já no Castropol, pude escolher levar o cartão de acesso comigo ou deixá-lo na recepção, e o pagamento também ficou a meu critério. No meu caso, eu pagava todas às sextas-feiras ou nos sábados, o valor semanal.

O hotel tinha um restaurante muito bom (as melhores panquecas americanas da vida) e oferecia serviço de lavanderia, assim como de táxi (parceria com empresas, onde você pedia pra eles chamarem um táxi, caso não conseguisse nenhum ou não tivesse o número pra ligar), mas eu preferia lavar roupa numa lavanderia de auto serviço.

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A rua do hotel é bem calma mesmo sendo no centro, tem bastante policiamento e é bem segura e iluminada, nunca tive problemas em relação a isso. Mas acho que a maior facilidade de estar hospedada lá era o metrô: algumas quadras à direita está a Linha 2 (Cuatro Caminos – Taxqueña: Estação Zócalo) e alguns passos à esquerda, a minha linha de todo dia: Linha 1 (Pantitlan – Observatorio: Estação Balderas ou Pino Suárez)

Já escrevi demais aqui, mas gosto de dar todos os detalhes. Enfim, há várias opções de estadia, tanto para quem vai de férias quanto pra quem vai estudar.

 

 

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